31 de Julho dia da Mulher africana
24/07/2018 12:20 em Consulado de Angola no Rio de Janeiro

 

DIA DA MULHER AFRICANA CELEBRA-SE A 31 DE JULHO.

 

A sua instituição remonta há esse dia, no ano de 1962 na Conferência das Mulheres Africanas, em Dar-Es-Salaam Tanzânia. Esta celebração é reconhecida num total de 14 países e ainda por oito Movimentos de Libertação Nacional.

Há 56 anos que o continente africano celebra o dia da Mulher Africana no dia 31 de Julho. Este dia foi instituído em 1962 durante a conferência das Mulheres Africanas. Nesta mesma data se criou também a Organização Pan-africana das Mulheres. De lá para cá, temos assistido a muitas mudanças no continente Africano, e não podemos deixar de reconhecer que muitos dos seus protagonistas são mulheres.

Como exemplo podemos citar algumas mulheres que ocuparam um lugar na esfera pública, Ellen Johnson, presidente da Libéria e Joyce Banda presidente do Malawi. Leymah Gbowee, liberiana, Tawakkol Karma do Yemén que receberam o prémio Nobel da paz em companhia de Ellen Johnson. Não podemos deixar de lado a ambientalista queniana Wangari Maathai , que foi a primeira mulher africana a receber o Nobel da paz, assim como Nadine Gordimer, escritora sul-africana, Nobel da literatura em 1991.

Estas e outras mulheres que continuam anónimas são mulheres que se comprometeram com a luta pelo desenvolvimento sustentável em África, com o reconhecimento da dignidade das mulheres e sobretudo acreditaram que é possível, um mundo mais justo, solidário e igualitário

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Ellen Johnson Sirleaf

Essa liberiana é de uma força gigante! Foi eleita em 2006 como a primeira chefe de estado da África e ganhou, em 2011, o prêmio Nobel da Paz, junto com outras duas pessoas. Ela contribuiu para o fim do conflito armado na Libéria e para a queda de seu antecessor, Charles Taylor, julgado por um tribunal internacional por crimes contra a humanidade. Ellen nasceu na capital de seu país, Monróvia, em 1938, e estudou economia em Harvard nos anos 70, logo engatando na carreira política. Foi até exilada no Quênia nos anos 80, após o golpe de estado em seu país, e nem assim interrompeu sua luta e seus trabalhos.

 

 

Wangari Muta Maathai

Foi uma ambientalista queniana que muito lutou contra o desmatamento em sua região, chegando a ser diversas vezes presa por suas ações de ativismo. Foi também pela sua luta pelo meio ambiente que Wangari se tornou a primeira africana a ganhar o prêmio Nobel da Paz, em 2004. Ela sempre dizia que trabalhar em temas ambientais era também trabalhar por direitos humanos, direitos das mulheres, direitos ambientalistas, direitos das crianças, enfim: direitos de todo mundo. Ela também criou o movimento Cinturão Verde Pan-africano, que plantou mais de 30 milhões de árvores.

 

Bineta Diop, a Embaixadora para a igualdade de género

Em Abril de 2011, a revista Time colocou Bineta Diop entre as 100 mulheres mais influentes do mundo, reconhecendo assim as suas iniciativas em prol da paz para o continente africano.

Fundadora e directora da Organização Não Governamental Femmes Africa Solidarité (Mulheres África Solidariedade), Dioup dedica-se à protecção de mulheres em zonas de conflito e à sua integração nos processos de paz.

 

A sua prioridade passa por garantir que os assuntos femininos sejam considerados em políticas e programas. A activista pelos direitos das mulheres considera que “não é certo que os homens possam expressar as necessidades das mulheres. A liderança feminina deve estar reflectida directamente nos mecanismos de tomada de decisão”.

A feminista senegalesa acredita que a integração das mulheres deve acontecer em todos os sectores da sociedade, e para ajudar a alcançar este objectivo criou o centro Pan-Africano de Género, Paz e Desenvolvimento, em Dacar, no Senegal. O principal intuito deste centro é construir uma liderança africana, baseada no género feminino e na resolução pacífica de conflitos.

Diop recebeu em 2005 os prémios West African Women Association Award e o Leadership and Good Governance Award pela Federação Internacional de Mulheres para a Paz Mundial.

 

Ngozi Okonjo-Iweala, a economista pop

Num universo maioritariamente masculino, chama a atenção pelo uso de cores e turbantes. Ngozi chegou às manchetes dos jornais quando deixou o cargo de directora administrativa do Banco Mundial em Julho de 2011 para se tornar Ministra das Finanças da Nigéria. Actualmente é considerada uma das maiores autoridades internacionais no combate à pobreza, à inflação e à corrupção nos países em desenvolvimento.

 

Angélique Kidjo, a estrela da música africana

Vencedora de Grammy’s e Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância, a cantora e compositora do Benin destaca-se pelas suas diferentes influências musicais e criatividade nos videoclipes. Angélique Kidjo é uma das vozes mais poderosas do continente e é também conhecida por dar a cara pela luta contra a mutilação genital feminina.

Cesaria Evora 

Conhecida também como a diva dos pés-descalços, Cesaria é cabo-verdiana cantora dos gêneros morna e coladeira, e  muito famosa no continente por seus singles cantados em crioulo: Petit Angola, Fala Pa Fala, Carnaval de São Vicente. Morreu recentemente, em dezembro do ano passado, mas deixou um legado imenso na música africana.

 

 

 

 

Sade Adu

Nascida na Nigéria, se mudou para a Inglaterra com a mãe quando tinha 4 anos de idade. Começou a fazer sucesso nos anos 80 com a música Your Love Is King   Lançou seis álbuns sendo que o último foi em 2010.

 

 

 

Graça Machel, uma mulher que dedica a vida a lutar pelos outros

A política Graça Machel luta há várias décadas pelos direitos humanos. Estudou Filologia da Língua Alemã em Portugal e fez parte do comité central da FRELIMO em 1975, ano em que o partido chegou ao poder em Moçambique. Na altura foi escolhida para ministra da Educação, função que desempenhou durante 14 anos.

Activista por natureza, tem dedicado a vida à investigação e ao apoio de causa humanitárias. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é o "Impact of Armed Conflict on Children", o "relatório Machel', que despertou o mundo para a gravidade de crimes como o alistamento de crianças no exército e a prostituição infantil.

Graça Machel foi casada com o primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, que foi assassinado em 1986. A política é também conhecida por ser casada com Nelson Mandela, o primeiro Presidente negro da história da África do Sul.

Winnie Madikizela-Mandela

Tornou-se um poderoso símbolo da luta anti-apartheid da África do Sul quando foi banida e presa por fazer campanha pelos direitos dos negros sul-africanos e pela libertação de seu marido.

Durante décadas ela e seu então marido, o icônico Nelson Mandela, eram o casal político mais famoso do país - mas Mandela se divorciou dela em 1996.

Após a separação, ela manteve seu sobrenome e eles mantiveram laços, levando a críticos acusando-a de tentar usar seu nome para a milhagem política.

Mais tarde, sua reputação mais tarde foi contaminada por uma acusação de fraude e acusações de assassinato, que ela negou.

Nascida em Bizana na Província do Cabo em 1936, ela conheceu Mandela em 1957. Ele era casado na época com Evelyn Mase, mas o casamento estava acabando.

No ano seguinte, eles se casaram - ela era uma jovem noiva, 16 anos mais jovem, glamourosa e obstinada.

No entanto, eles estavam destinados a ter pouco tempo juntos, como ativismo político e um período na clandestinidade manteve Mandela além dela.

 

Miss Universo 2011 – Leila Lopes

A angolana Leila Lopes venceu o concurso Miss Universo 2011 e foi eleita a mulher mais bonita do mundo. Foi a primeira vez que uma africana vence o concurso Miss Universo.

Ariovalda Eulália Gabriel “ Ary”

uma cantoracompositoradançarinacoreógrafa e arranjadora vocal angolana nascida e criada em Lubango, na província da Huíla aos 10 de agosto de 1986. Alcançou a fama depois de ser contratada pelo produtor e cantor angolano Heavy C. Ary é uma cantora muito respeitada,[5] sendo varias vezes indicada para o prémio “Divas Angola”. Ary é conhecida pelo seu estilo extravagante. É uma das figuras femininas sonante no musicol angolano. Ary opta pelos estilos musical Kizomba e Semba. 

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Cleópatra, VII Rainha do Egipto

 A mais famosa das sete matriarcas com este nome, Cleópatra subiu ao trono quando tinha dezassete anos. A jovem rainha é frequentemente retratada de forma errada como uma caucasiana (raça branca), porém, ela tinha ascendência grega e africana. Dominava vários idiomas diferentes e vários dialectos africanos, ela foi um importante instrumento além das fronteiras do Egipto.

Nandi,  Rainha da Terra Zulu (1778 – 1826)

O ano era 1786. O rei da terra Zulu era jubiloso. Sua esposa, Nandi, tinha dado à luz o seu primeiro filho, que eles chamaram Shaka. Mas as outras esposas do Rei, que era ciumento e frio, o pressionaram a banir Nandi e o jovem menino para o exílio.
Nehanda, Guerreira do Zimbábue

Nascida numa família religiosa, Nehanda exibiu uma liderança notável e habilidades organizacionais, tornando-se uma das líderes religiosas mais influentes do Zimbábue. Quando os colonos ingleses invadiram o Zimbábue, em 1896, e começaram a confiscar a terra e o gado, Nehanda e outros líderes declararam guerra.

Rainha Amina Mohamud (Nigéria, 1533)

Amina foi uma rainha guerreira muçulmana Hausa de Zazzau, no que é hoje o centro norte da Nigéria. Ela é tema de muitas lendas, mas é amplamente considerada pelos historiadores como tendo sido uma verdadeira governante. Um mito popular diz ainda que Amina era uma guerreira feroz. Ela evitou o casamento e, em vez disso, ajudou o guerreiro Zazzau a conquistar tribos vizinhas e a tornar-se o centro do comércio norte Africano.

Nzinga Mbandi, Rainha da Angola (cerca de 1580-1663)

Também conhecida como Ginga, Singa, e Zhinga, liderou uma revolta contra o governo colonial português, depois de uma briga sobre o controlo do comércio de escravos. Dois de seus líderes de guerra foram, supostamente, as suas irmãs. O seu conselho de assessores continha muitas mulheres e as mulheres foram chamados para servir no seu exército. Nzinga formou uma confederação de outras tribos e aliou-se aos holandeses, continuando a lutar contra os portugueses por mais de trinta anos.

A rainha Dowager Rosalie Gicanda (1928 - 20 de abril de 1994)

Era a esposa do Rei Mutara III, do Ruanda. Depois de o seu marido ter morrido em circunstâncias misteriosas, em 1959, a monarquia ruandesa durou apenas mais dois anos, sob a liderança de Mwami Kigeli V. No entanto, a Rainha continuou a morar em Butare, na província de Butare.

Rainha Idia

Era a mãe de Esigie, o Oba de Benin, que governou de 1504 a 1550. Ela desempenhou um papel muito importante na ascensão e reinado de seu filho. Ela foi uma forte guerreira que lutou incansavelmente antes e durante o reinado de seu filho como o Oba (rei) do povo Edo.

Rainha Mãe Yaa Asantewaa (c. 1840-17 de Outubro de 1921)

Yaa Asantewaa foi a rainha-mãe da tribo Edweso do Asante (Ashanti), que é actualmente o Gana. Ela era uma lutadora excepcionalmente corajosa que, em Março de 1900, levantou e liderou um exército de milhares contra as forças coloniais britânicas no Gana.

 

 

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