ANGOLA E BRASIL CONECTADOS PELO CABO DE FIBRA ÓTICA.
27/02/2018 11:36 em Tecnologia

O primeiro cabo submarino a cruzar o Atlântico Sul chegou a Fortaleza na quarta-feira 21 de janeiro. O cabo South Atlantic Cable System (SACS) tem mais de 6 mil quilômetros e interligará o Brasil à África, permitindo conexão de internet de alta velocidade.

Trabalhos de construção do centro de dados de pouso em Fortaleza (Brasil) também estão a progredir bem. O administrador da Angola Cables, António Nunes, disse que,  “após a conclusão dos trabalhos de instalação, um período de testes começa  e a empresa espera que o cabo esteja totalmente operacional até o terceiro trimestre de 2018”.
Quando a instalação do cabo submarino de 6.300 quilómetros estiver concluída, a SACS podera oferecer uma capacidade de 40 Tbps, entre a América do Sul e África e uma latência de aproximadamente 63 milissegundos. Isso representa uma melhoria significativa no desempenho.

Do ponto de vista do tráfego global, a introdução do SACS entre Angola e o Brasil abre um novo caminho para América do Sul. O projeto também deve aprimorar as economias digitais de vários países africanos e sul-americanos e melhorar a eficiência de comunicação global para clientes corporativos em África, América Latina e EUA.

Sobre a Angola Cables:

Angola Cables é uma multinacional angolana de telecomunicações, fundada em 2009, que opera no mercado de atacado, cujo negócio principal é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados através de sistemas de cabos submarinos de fibra óptica. É um dos maiores acionistas do WACS (West Africa Cable System), que liga a Africa do Sul à Londres, fornecendo serviços de nível de operador a operadores em Angola e na região subsaariana, tornando-se assim um dos maiores fornecedores de IP na região.

Seus principais projetos – SACS e Monet – vão interligar três continentes: América do Sul, América do Norte e África, bem como o Data Center de Fortaleza, uma instalação de Nível III que irá interligar os seus sistemas de cabo criando uma rede altamente conectada. Hoje a empresa já opera um Data Center em Angola.

 

 

António Nunes, CEO da Angola Cables.

“O SACS é mais que um projeto de infraestruturas submarinas de telecomunicações. Trata-se de uma ponte digital que liga o hemisfério Sul e que proporcionará para Brasil e Angola o surgimento de diversos negócios relacionados com a quarta industrialização.

 O investimento realizado pela Angola Cables, com este cabo submarino e com as demais infraestruturas de telecomunicações que estamos trazendo ao país – Monet e Data Center de Fortaleza -, tem como objetivo potencializar a oportunidade de criação de valor para os mercados onde estão inseridos. A partir de agora, Brasil e Angola estarão a oferecer ao mundo uma rota alternativa de acesso aos Estados Unidos, um dos maiores produtores de todo o tipo de conteúdos globais, mas também à Ásia, uma das maiores regiões demográficas do planeta”

Benefícios – O SACS traz a capacidade da companhia de encontrar soluções para problemas ainda inexistentes, uma vez que o cabo foi projetado e desenvolvido para atender a crescente  demanda de dados das próximas gerações, motivado pelos serviços de streaming, incremento da produção de conteúdos e pelos avanços da Internet das Coisas.  Ele chega com a perspectiva de trazer uma série de benefícios como redução de custos, aumento da velocidade de transmissão dos dados e melhoria na qualidade do acesso à informação, bem como disponibilizar maior capacidade de tráfego e assim incrementar o número de usuários de internet. “A Internet trouxe transformações profundas ao nosso modo de vida e este é um caminho sem volta. Investir em conexão se traduz em promover a inclusão de forma abrangente e profunda. Já existem diversos estudos comprovando que melhorar os níveis das conexões gera grandes aumentos no crescimento e produtividade do PIB, além de ajudar a promover e acelerar o desenvolvimento de setores como saúde, científico, educação, entre tantos outros”, afirma Nunes.

Complexidade – A instalação do SACS em alto mar levou cerca de dois meses e envolveu a participação de engenheiros, profissionais de TI e mergulhadores profissionais para que o cabo realmente fosse fixado com segurança em solo marítimo. “Dessa forma, definimos o melhor caminho a ser percorrido, evitando possíveis rupturas que ele pudesse ter sofrido devido às movimentações rochosas do solo”, fala Nunes.

Com a etapa da chegada do SACS concluída a Angola Cables passará a cuidar do processo de aterramento do cabo, instalação na sua estação, localizada na Praia do Futuro, realização de uma série de testes e, por fim, sua conexão no Data Center de Fortaleza, que se encontra em fase adiantada de construção. A previsão para início das operações do SACS está mantida para o primeiro semestre desse ano.

Acordos – Além da chegada do SACS à Fortaleza, o evento marcou a assinatura de um memorando de entendimentos tendo em vista a cooperação entre o governo do Ceará e a Angola Cables, a fim de viabilizar a infraestrutura que interligará o Data Center de Fortaleza ao Complexo Industrial do Pecém, permitindo o desenvolvimento regional no campo das telecomunicações.

Empreendimentos – Hoje, além do SACS a Angola Cables conta com outros dois grandes empreendimentos no Brasil, totalizando US$ 300 milhões em investimentos. São eles: o cabo Monet, já em operação, conectando Miami, nos Estados Unidos a Santos, passando também por Fortaleza. E o segundo projeto é a construção de um Data Center internacional, em Fortaleza, que será um agregador de cabos submarinos de fibra óptica e tem previsão de início das operações no fim do primeiro semestre deste ano.

 

 

 

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