Eleições Gerais 2017 em Angola
22/08/2017 - 16h41 em Consulado de Angola no Rio de Janeiro

Eleições Gerais Angola 2017

Eleição e democracia estão interligadas, pois a segunda não pode existir sem a primeira. No entanto, a eleição pode ser, por um lado, voltada à escolha de ideias, isto é, da democracia representativa. A eleição pode, também, ser o ato de escolher representantes políticos, prática cuja responsabilidade é do eleitor, o cidadão que goza de plenos, ou quase plenos direitos políticos.

O dia é de reflexão para o voto. As forças concorrentes realizaram ações de massas para convencer os eleitores indecisos. Os angolanos irão às urnas nesta quarta-feira (23) para escolherem o novo Presidente da República, e os novos Deputados à Assembleia Nacional. Seis partidos políticos, e uma coligação afinaram os discursos e convenceram o eleitorado a escolher os novos governantes. 

Para as eleições desta quarta-feira (23), concorrem seis forças políticas: MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN. Os candidatos ao cargo de Presidente da República são: João Lourenço (MPLA), Isaías Samakuva (UNITA), Abel Chivukuvuku (CASA-CE), Benedito Daniel (PRS), Lucas Ngonda (FNLA) e Quintino Moreira (APN).

De acordo com a constituição de Angola, o presidente e o parlamento têm um mandato de cinco anos, com direito à reeleição. Segundo a lista atualizada do Tribunal Constitucional, Angola conta com 11 partidos políticos e uma coligação de partidos legalmente reconhecidos. Porém, concorrem a essas eleições, seis partidos políticos, e uma coligação eleitoral.

 Concordando com as palavras da professora Marcia Regina Nava Sobreira, “a democracia é um processo de tentativas, acertos e erros, mas que leve ao aprendizado de exercer o poder maior do que o voto, que é o poder de fiscalização e acompanhamento do trabalho de quem foi eleito, pois somente votar e achar que tudo esta resolvido é, no mínimo, inocência".

O voto é muito importante e, realmente, pode mudar as vidas, se nos interessarmos mais em saber se aquilo que se fala poderá acontecer. No caso dos candidatos que concorrem pela primeira vez, se fizeram aquilo que vierem a prometer, para o desenvolvimento do país, farão um bom governo, e caso não cumpram, cabe ao povo o poder de fiscalizar esses governantes.

O importante para todo o povo é o respeito pela democracia da nação, que foi conquistada com muita luta, para que nós pudéssemos eleger os nossos governantes através do voto popular. O voto é a conquista mais poderosa de uma nação democrática, pois com isso o povo detém o poder de decidir quem devem ser os seus governantes.

 Portanto, se quisermos manter a democracia, ou seja, o governo do povo, para o povo e pelo povo, temos que votar, mas, também, precisamos cobrar mecanismos legais para que possamos acompanhar os nossos representantes.

 

Vamos seguir em frente, Angola.

Por: Domingas Mulenza

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